Connect with us

Comunidade

Moradoras da barreira do Vasco, Rio, passam por dificuldades e pedem ajuda pela rede

Published

on

— Foto Reprodução / redes socias

Uma postagem feita por Suellen Beatriz, de 22 anos, conhecida no mundo do funk como MC Zuleide, gerou muita repercussão e comoção pelas redes socias nos últimos dias.

A  MC que é ambulante na praia de Copacabana, na zona Sul do Rio, e moradora de uma comunidade na barreira do Vasco, na zona norte, fez uma postagem pedindo ajuda em seu Instagram. A publicação que teve como principal objetivo obter recursos para construir uma pequena casa teve centenas de compartilhamentos.

‘Fala galera, então eu, Mc Zuleide e Jessicaa Azeredo e o homão da casa (Kaleb, filho da Jessica ), moramos juntos há 3 anos. Somos ambulantes nas praias de Copacabana e Leme. Com o impedimento decretado pelo Eduardo Paes, ficamos impossibilitadas de gerar dinheiro e como morávamos de aluguel, tivemos que entregar a casa, pois não havia como cumprir com o compromisso e as despesas de custeio’, disse.

A Cantora e sua amiga, Jessica Azeredo, de 24 anos, moram juntas desde 2018. Zuleide conta que elas  resolveram morar juntas por conta do trabalho em dupla.

‘Ficamos desesperadamente à deriva’

‘A mãe da Jessica cedeu um espaço para morarmos provisoriamente. O convite da Tia Rosângela chegou em boa hora e no momento estamos por aqui. O problema são os móveis que estão precariamente guardados em um imóvel em construção na favela de uma vizinha, mas com essas chuvas as coisas estão se estragando…

Quem mora em favela sabe como é o ritmo, só temos nós por nós, daí que um primo da Jessica nos ofereceu a parte de cima de sua laje para que montássemos a nossa própria moradia! A notícia muito nos encantou a despeito de não termos um pau para tacar no gato’, explicou.

‘Estamos aqui, através dessa vaquinha , para pedir ajuda, para podermos bater a laje e deixa-la de uma forma que possamos entrar, e tirarmos nossas coisas da obra da vizinha, pois já estão ficando danificadas.

Nosso desejo é que tudo isso passe, para que possamos voltar a trabalhar como sempre trabalhamos, de forma honesta! Somos empreendedoras e só queremos dar continuidade nos nossos projetos e nos manter de forma digna. Faça parte da nossa história e participe dessa corrente do bem’, finalizou.

— Foto Reprodução / redes socias

Ambulantes e donos de quiosques das praias do Rio lamentam o prejuízo com as  medidas de Eduardo Paes

Gerente de um quiosque de lanches em Copacabana, Zona Sul do Rio, na altura da Avenida Princesa Isabel, Ricardo Gama, de 33 anos, calcula perda de receita de R$ 40 mil com o fechamento do local durante esses seis dias. Ele conta que parte dos produtos será levada para um depósito, onde ficará congelada.

Enquanto aguarda, Ricardo torce para que essa determinação não seja prorrogada por mais tempo, o que, para ele, aumentaria as dificuldades.

— Vamos ver se será uma semana só. Da outra vez prometeram isso e durou quase três meses. Não quero nem pensar em ter que ficar tanto tempo fechado de novo. O movimento está aquém do normal, mas vinha melhorando pouco a pouco — conta ele, que aproveita essas últimas horas de funcionamento: — Estamos aqui vendendo o que dá, até umas 16h. Depois vamos fechar, liberar funcionários e ajeitar tudo.

O chapeiro Vitor Torres, de 20 anos, não esconde a insatisfação por ter que fechar. Após ver o movimento cair cerca de 50% durante a pandemia, ele lamenta o decreto de proibição, apesar de entender o motivo.

— É difícil, já não vínhamos numa realidade favorável. Mas entendo que a pandemia e os números altos da doença forçam as medidas mais restritivas. Lamento porque dependemos da circulação de pessoas nas ruas para faturar, mas vamos fazer o quê? — indaga o funcionário do quiosque.

O ambulante André de Souza, de 32 anos, trabalha como barraqueiro há seis. Ele conta que nunca viveu situação tão difícil como essa da pandemia de Covid-19, quando passou meses com faturamento abaixo de 90% do normal. Agora, com mais esses dias de proibição, ele já pensa nas dificuldades que virão. Nesta sexta-feira, o objetivo foi “faturar ao máximo”.

— Fiz até promoção da água de coco, que é um produto perecível. Passei de R$ 6 para R$ 4. As bebidas industrializadas eu vou guardar em casa e esperar a volta. Até lá a gente dá um jeito de sobreviver — conta ele.

Segundo o decreto da prefeitura do Rio, as medidas têm por objetivo tentar reduzir aglomerações e, também, visando a conter o avanço do Coronavírus.

 

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × dois =

Comunidade

Voz das comunidades e Polícia militar de mãos dadas em prol de crianças da Vila Cruzeiro

Published

on

Major Bianca distribuindo álcool em gel. Foto: Vilma Ribeiro / Voz Das Comunidades

Na manhã da segunda-feira (07) na Vila Cruzeiro, Zona Norte da cidade do Rio, aconteceu um marco muito simbólico na comunidade. Depois de um ano inativo, o Centro Atitude Social retornou às atividades graças a uma parceria com a Unidade de Polícia Pacificadora da Vila Cruzeiro.

Após 5 anos sem qualquer convênio para auxiliar a continuidade das atividades, o projeto Atitude Social finalmente encontrou um parceiro para continuar com os trabalhos na comunidade da Vila Cruzeiro: a UPP da comunidade. Os policiais da unidade de polícia da favela estarão atuando como professores dos projetos sociais, depois de mais de um ano sem atividades socioeducativas no espaço.

Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

A assessora de polícia de proximidade, Major Bianca Neves, comentou sobre essa parceria. “Temos 19 das 29 UPPs com esse projeto de prevenção. A partir de hoje, teremos 20 unidades com esse projeto. Para mim isso é de extrema relevância proporcionar para estas crianças, jovens e adultos esta oportunidade de aproximação com a polícia militar. Queremos quebrar este estigma. Atrás da farda existe um pai, uma mãe, e nosso objetivo é proporcionar uma mudança na vida dessas pessoas”. Atualmente, segundo a major, mais de 4 mil pessoas são beneficiadas por estas ações de integração das unidades de polícia pacificadora.

Outros agentes também comentaram sobre esta integração: Major Leonardo Nogueira e o Capitão da UPP da Vila Cruzeiro, Luciano Monteiro. O major ressaltou que é fundamental a segurança pública prevalecer na comunidade, “Não é possível fazer segurança pública sem a participação da comunidade. O que estamos fazendo aqui é uma tentativa de aproximação da polícia pacificadora com essa parte da comunidade”. Já o capitão frisou a importância de fazer da favela uma referência no que diz respeito ao trabalho de integração social da polícia. “A mudança só vem se for uma mudança estrutural, não ocasional. Se fizermos essa mudança desde agora, podemos mudar essa realidade no futuro, mostrando novos horizontes”.

Além desta ajuda da UPP da Vila Cruzeiro, o espaço Konteiner também será um dos parceiros do Centro Atitude Social. “Nossa intenção é unir essa força, para que o Estado entre de uma forma que realmente possa mudar vidas. Além de trazer uma luz para nossos jovens, através do esporte e da cultura, o objetivo de Konteiner sempre será este: de ajudar a comunidade, de diversas formas”, destacou um dos fundadores do Konteiner, Leonam Silva.

A comunidade celebrou a volta das atividades no espaço que já atendeu mais de 8 mil crianças desde sua fundação em 2004. “Esse projeto é gratificante para nossas crianças, ainda mais nessa pandemia onde as crianças estão muito dentro de casa. E aqui temos a confiança no trabalho e que nossos filhos estão se desenvolvendo. Finalmente olharam para o projeto, para melhorar ainda mais”, relatou Tânia Cetera, de 58 anos.

Aluno do projeto desde a infância, Renato Silva, hoje com 20 anos, faz parte da escolinha de futebol e comentou também sobre a ocasião. “É importante para nós, e nossa comunidade, de correr atrás de uma vida melhor. O projeto Atitude Social é isso aí, só coisas boas”.

Sandra Vieira celebrou a retomada das atividades e falou de como isso é significativo para a comunidade da Penha.
Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

Sandra Vieira, coordenadora do espaço, falou com alegria sobre este recomeço. “Hoje é um marco. Estamos inaugurando essa iniciativa social com a UPP. É o que sempre quisemos ver. Esse trabalho de cidadania. Estamos muito felizes. Vou me dedicar para que seja tudo em prol da nossa comunidade”.

Serão oferecidas 3 novas oficinas pela UPP, sendo estas: Música, Natação e Jiu-Jitsu. Para realizar a inscrição é necessário ir até a unidade com os seguintes documentos:

Certidão de Nascimento (cópia)
Carteira de vacinação (cópia)
Documento de foto do responsável (cópia)
Declaração escolar

O Centro Atitude Social está localizado na Estrada José Rucas 1266, Vila Cruzeiro, Penha – RJ.

Continue Reading

Comunidade

Debate ambiental rompe bolha e chega nas favelas, onde mudanças climáticas serão mais sentidas

Published

on

“Nada sobre nós sem nós.” Vi essa frase grafitada em um muro e foi como se a cidade traduzisse pra mim da forma mais simples possível o que há quase seis anos no Engajamundo, instituição que promove a atuação de jovens no enfrentamento de problemas ambientais, a gente vem espalhando, como sementes, nos espaços de juventudes.

Saber que somos os mais afetados e vulneráveis aos impactos das mudanças do clima não é e nunca foi o bastante, pois não somos escutados na construção de soluções conjuntas.

Lá nos anos 2000, falar de meio ambiente era papo distante demais pra quem tinha pouco acesso a quase tudo. A gente ficava só com o desespero de saber que tinha alguma coisa acontecendo no mundo, como um buraco na camada de ozônio e blocos de gelo do tamanho de um prédio derretendo.

A geração que cresceu com a promessa de um aquecimento global descobriu que a única opção é lutar. Esta é mais uma das guerras que nós, juventudes de todas as partes, teremos que batalhar.

A responsabilidade é coletiva, porém os impactos dessa crise não serão sentidos da mesma forma por todos. Essa é a injustiça ambiental que existe desde sempre no Brasil.

Seja pela falta de braços suficientes para tantas lutas ou porque a interseccionalidade tem achado força e significado no debate popular, a pauta ambiental vem rompendo a bolha dos órgãos e especialistas e tem transitado pelas periferias.

Apesar disso, é importante dizer que o futuro não é um assunto prioritário para quem vive nos subúrbios e pega ônibus lotado em meio a uma pandemia, pois antes há prioridades como o combate à violência e às desigualdades.

Pode ser desafiador falar do “monstro invisível” das mudanças climáticas em um país onde existe um problema bem mais conhecido e presente na casa de quase 117 milhões de brasileiros: a fome.

Por outro lado, o atual debate de justiça ambiental (que é a perfeita tradução de que somos impactados de forma desproporcional pelos danos que causamos ao ambiente) permite o diálogo com quem está à frente do combate à fome, do debate sobre mobilidade urbana e das reivindicações do preço do ônibus.

Nesta grande conversa, estão incluídos também aqueles que abordam questões raciais e de gênero, se preocupam com saneamento básico, fazem governança comunitária, mobilizam por meio da fé e utilizam a arte para expressar a angústia do coletivo.

A gente descobre na prática o que é o socioambiental do qual falam que pertencemos, mas que nunca nos chamam para participar ativamente. Quanto mais se escuta sobre justiça climática, mais sentimos que falta espaço e, por consequência, maior é a necessidade de lutar pela inclusão de vozes diversas.

Se preocupar e agir pelo bem do planeta que queremos viver é resgatar o direito de sonhar. Em tempos difíceis para os sonhadores, a força está no coletivo, no que converge, reúne e une lutas que pareciam andar sozinhas. Até a forma como as desassociamos é fruto de um processo colonizador que molda a forma como vemos o ambiente e o nosso papel no mundo.

Quando a gente descobre que começar a agir pelos nossos é fortalecer a luta de um todo nos damos conta daquilo que se ouviu de Chico Mendes: “no começo, pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a floresta amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”.

Continue Reading

Comunidade

Pandemia tem fomentado trabalho infantil na América Latina

Published

on

Cerca de 8,2 milhões de crianças entre cinco e 17 anos de idade trabalham na América Latina e no Caribe, uma região que ficou mais longe de erradicar o trabalho infantil por causa da pandemia, conforme advertido nesta sexta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“A combinação de perda de empregos, aumento da pobreza e fechamento de escolas é uma tempestade perfeita para a proliferação do trabalho infantil”, declarou o diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Vinícius Pinheiro

Continue Reading

⚡EM ALTA

Copyright © 2021 O Canal é um parceiro do iG Gente.